Em poucas letras, um lugar de muitas palavras

Ainda tem espaço para título na propaganda?

Essa semana eu estava passeando pelo LinkedIn quando encontrei o post do Márcio Pioner. Esse post falava sobre como os títulos, umas das melhores ferramentas dentro da propaganda, ficaram escanteados com o tempo.

Ele ainda apresentou alguns títulos que o Eugênio Mohallem já desenvolveu durante a carreira. Vou deixar alguns para você ver:

Uma puta aula de redação em cada peça, né?

Eu não poderia concordar mais com a afirmação do Márcio. E não fui o único. Diversas pessoas comentaram como os títulos caíram em desuso e apontaram as possíveis causas. Alguns diziam que a performance foi quem matou isso. O fato da comunicação nesse formato ser super segmentada anulava a possibilidade de títulos. Outros falavam sobre os hábitos de consumo. Com as pessoas menos dispostas a dar o seu tempo para ler ou entender o que é transmitido.

Agora pensa comigo. Uma peça de performance no meio do feed do Instagram não difere muito de um anúncio no meio da revista. Ambos estão ali para atrapalhar o entretenimento da pessoa. Em ambos os casos a peça tem que ser minimamente bonito e interessante para a pessoa reparar nele. Então por que só o anúncio de revista precisa de título?

Se souber trabalhar direitinho com as características de cada rede social, todo mundo consegue o que quer.

A impressão que dá é que foram os próprios publicitários que diminuíram a importância de uma peça digital. Seja por ser mais barata ou “rápida” em relação às mídias off. Bom, pelo menos era assim quando elas chegaram no mercado.

No fim das contas, peça que performa bem é aquela que vende. E ninguém tira da minha cabeça que os exemplos do Eugênio citados aqui não venderam nada.