Recentemente eu assisti o filme “Drácula – A última viagem de Deméter“. Esse filme acompanha a história do navio Deméter, mais precisamente o trajeto que ele faz da Romênia até a Inglaterra enquanto transporta o caixão do Conde Drácula.
Aqui está o trailer:
O filme é bom para os meus padrões cinematográficos, é bem produzido e a história é legal de acompanhar. Confesso que demorei para assistir esse filme por não ser muito chegado em filmes de terror e a impressão que dava é que ele seria muito puxado para esse gênero.
Mas o foco desse texto não é exatamente o filme em si. Eu quero trazer aqui um paralelo com o marketing de conteúdo. Já faz algum tempo que eu li Drácula e, se não me engano, Bram Stoker não se preocupou muito em explorar os detalhes do que ou como as coisas ocorreram na viagem. O principal foco nesse ponto foi explicar em que estado o navio havia chegado à costa inglesa apenas.
É aí que o marketing de conteúdo entra. Tudo bem que nesse caso é muito mais conteúdo do que marketing, mas ele funciona muito bem de qualquer jeito. Explico: acho que poucas pessoas durante a leitura do romance vampiresco pararam para se perguntar o que aconteceu na viagem. Elas estavam muito mais interessadas nos próximos passos do Conde na capital inglesa. Talvez as mais curiosas tenham buscado uma ou outra informação, ou até mesmo preenchido esse trecho com a sua imaginação.
No entanto, o cinema percebeu nessa lacuna uma oportunidade muito boa de contar uma história dentro de outra história. Tudo bem, dá para discutir se a história foi bem contada ou não nos cinemas, mas a estratégia está ali, isso é inegável.
Agora, trazendo um exemplo bem bobinho para ilustrar isso no marketing de conteúdo. Imagine uma empresa que vende tênis para corrida. Com certeza essa empresa já criou conteúdo para cobrir toda a trajetória que o usuário vai percorrer no processo de compras:
- No topo do funil tem conteúdo falando dos benefícios de correr;
- No meio do funil tem outro conteúdo explicando o que levar em consideração na compra de um tênis;
- No fim do funil, tem conteúdos apresentando o tênis que ele vendo como o melhor do mercado para praticar corrida.
Agora imagine que entre esses conteúdos também exista algo do tipo “Solados para melhorar o desempenho na corrida” ou “Como montar um grupo de corrida na sua cidade“.
Essas são lacunas que as pessoas podem desenvolver interesse e que outras marcas concorrentes talvez não tenham pensado em criar materiais a respeito.
Sabe o que isso pode significar? Oportunidade.
E aí eu vou para uma citação rápida de outro livro.
Esteja onde o seu inimigo não está.
Sun Tzu em A Arte da Guerra
Para encerrar, o que dá para tirar de toda essa situação é o seguinte: que parte dentro do processo de vendas você ou o seu cliente acham que não é importante e, de repente, pode valer a pena falar sobre?